2 de Dezembro, 2020

Entre os meses de setembro e novembro de 2020, as autoridades policiais de 26 países, incluindo Portugal, e a Europol identificaram 4.031 “Money Mules” e 227 angariadores. Na sequência desta operação foram detidos 422 indivíduos.

Estes são os resultados da “European Money Mule Action” (EMMA 6), uma operação a nível mundial contra os esquemas de “money muling” (mulas de dinheiro), que se realizou pelo sexto ano consecutivo, e que conta com o apoio da Federação Bancária Europeia (EBF) – da qual a APB é membro – da FinTech FinCrime Exchange, da Interpol e da Western Union.

Durante o período da operação, foram ainda iniciadas 1.529 investigações criminais. Com o apoio do setor privado, incluindo mais de 500 bancos e instituições financeiras internacionais, foram identificadas 4.942 transações fraudulentas, o que permitiu evitar uma perda total estimada em 33,5 milhões de euros.

 

"Não faça parte desta rede de lavagem de dinheiro"

"Money mules" são indivíduos que, muitas vezes involuntariamente, são recrutados por organizações criminosas como agentes de lavagem de dinheiro para esconder a origem do dinheiro obtido de forma ilícita. Sem saber que se estão a envolver em atividades criminosas e atraídos pela promessa de dinheiro fácil, as “mulas” transferem fundos roubados entre contas, muitas vezes em países diferentes, em nome de terceiros. Em troca, recebem uma comissão pelos serviços prestados.

As “money mules” são geralmente recrutadas através de contacto direto ou por e-mail mas os criminosos estão a recorrer cada vez mais às redes sociais para angariar novos cúmplices, seja através de ofertas de emprego falsas (por exemplo: “agente de transferência de dinheiro”), anúncios pop-up ou mensagens instantâneas.

Embora tenham sido reportados alguns casos relacionados com a COVID-19, o comprometimento de dados de pagamento e a fraude de romance continuam a ser os esquemas mais recorrentes. O uso de criptomoedas por "money mules" também está a crescer.

Para aumentar a consciencialização sobre os riscos dos esquemas de dinheiro, a Europol e as autoridades policiais da União Europeia, juntamente com parceiros internacionais e instituições financeiras, vão lançar a campanha #DontBeaMule (#Não seja uma mula) que tem como principais objetivos informar o público sobre a forma como os criminosos operam, como as pessoas se podem proteger e o que devem fazer se forem envolvidos num esquema de “money muling”.

Apoio Europol

A operação EMMA faz parte de um projeto em desenvolvimento, conduzido pelo Plano de Ação Operacional EMPACT Cybercrime Payment Fraud, liderado pela Holanda, destinado a combater a fraude online e nos pagamentos com cartão. A operação EMMA 6, que se realizou em 2020, contou com a participação das autoridades policiais da Austrália, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Eslovénia, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, Estónia, Finlândia, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Lituânia, Moldávia, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Roménia, Suécia, Suíça,.

Durante esta operação, a Europol apoiou a coordenação e preparação de reuniões operacionais, forneceu análises e facilitou a troca de informações entre as autoridades responsáveis ​​pela aplicação da lei e os parceiros privados. Além disso, a Europol coordenou a campanha de sensibilização com os países participantes.

Para mais informações sobre o que é o “Money Muling” ou como preveni-lo consulte o site da APB.