
Em 2024, os Associados da APB continuaram a registar melhorias ao nível da rendibilidade e alcançaram níveis historicamente elevados de solvabilidade, ao mesmo tempo que a posição de liquidez se manteve robusta.
O resultado líquido agregado das instituições financeiras situou-se em 5,4 mil milhões de euros, correspondendo a um crescimento anual de 12,6% e a um ROE de 15,5%. Esta evolução positiva refletiu, sobretudo, a diminuição das provisões e imparidades para crédito e, em menor grau, o aumento dos resultados de serviços e comissões e de outros resultados operacionais. Estes fatores mais do que compensaram a redução da margem financeira, associada à descida das taxas de juro, bem como a diminuição dos resultados de operações financeiras e o aumento dos custos operacionais.
O ativo agregado das instituições financeiras associadas atingiu cerca de 377 mil milhões de euros, registando um crescimento de 4,1%, invertendo a tendência de redução observada nos dois anos anteriores. Esta evolução resultou, sobretudo, do aumento da exposição a títulos de dívida e dos empréstimos a clientes, parcialmente compensado pela diminuição da caixa, disponibilidades e de outros ativos.
Os empréstimos a clientes (valores brutos) aumentaram 1,8% em resultado do crescimento dos empréstimos à habitação e ao consumo (4,2% e 7,5%, respetivamente). Em sentido contrário, os empréstimos concedidos a empresas e à administração pública diminuíram 2,1%. Já o rácio de non performing loans (NPL) manteve a trajetória descendente, que se verifica desde 2016, situando-se em 2,5%, valor ainda marginalmente superior ao observado na Área do Euro (1,9%). Por sua vez, o rácio de NPL líquido de imparidades situou-se em 1,0% e o rácio de cobertura por imparidades aumentou 0,5 p.p., para 59,1%.
Os depósitos de clientes cresceram 6,6%, em termos anuais, reforçando o seu peso na estrutura de financiamento das instituições financeiras, de 70,7% em 2023 para 72,4% em 2024. Adicionalmente, o financiamento junto do Eurosistema voltou a diminuir de forma expressiva, tornando-se praticamente residual.
Em termos de solvabilidade, registou-se uma melhoria dos rácios de capital, com o rácio CET1 a atingir 18,4% (+0,5 p.p.) e o rácio de solvabilidade total a situar-se em 20,9% (+0,5 p.p.), mantendo-se ambos acima da média da Área do Euro.