
Em 2025, o sector bancário português manteve níveis robustos de rendibilidade, embora ligeiramente inferiores aos do ano anterior, em resultado, sobretudo, da diminuição da margem financeira num contexto de descida das taxas de juro. Os indicadores de rendibilidade permaneceram significativamente acima da média da Área do Euro, enquanto a eficiência operacional continuou a comparar favoravelmente com a média europeia.
A atividade de crédito acelerou, com taxas de crescimento superiores às registadas na Área do Euro, destacando-se o dinamismo do crédito à habitação. Os depósitos de clientes mantiveram-se como a principal fonte de financiamento do sector, contribuindo para a estabilidade da sua estrutura de financiamento.
O sector manteve níveis elevados de solvabilidade e liquidez, confortavelmente acima dos requisitos regulamentares e das médias europeias. A qualidade dos ativos continuou a melhorar, com uma redução do rácio de crédito não produtivo e a manutenção de níveis de cobertura superiores aos observados na Área do Euro.
A solidez financeira do sector bancário português sustenta a sua capacidade de absorção de choques e de financiamento da economia, num contexto marcado por incerteza económica e geopolítica e por desafios estruturais associados à digitalização, sustentabilidade, cibersegurança e evolução regulamentar.